Autoridade

“ O que Jaques conseguia dele [Cirilo] por efeito de amor, Abraão igualmente obtinha por força de autoridade moral” Renúncia p.222.

Introdução

Esse tema foi escolhido, dentre tantos da obra Renúncia (XAVIER, Renúncia. 2006) porque percebe-se um destaque dado pelo autor espiritual a esse assunto, ampliando o conceito meramente humano do que seria a autoridade verdadeira. É importante q reflitamos, neste momento, sobre quem é realmente, o mestre em nossas vidas, a quem ou que seguimos.

Contrapondo conceitos

Segundo o dicionário Houaiss, autoridade é definida como direito ou poder de ordenar, de decidir, de atuar, de se fazer obedecer; superioridade derivada de um status que faz com que alguém ou algo (p. ex., uma instituição, uma lei) tenha esse direito ou poder.

Entretanto, lembrando as palavras de Jesus, quando afirma que aquele que quiser ser o maior, seja servo de todos...(MT 23:11), constatamos que Jesus muda o paradigma da autoridade. A autoridade sob o prisma espiritual é uma autoridade construída em valores mais sólidos e verdadeiros. Detenhamos cargos instituídos ou não, nós elegemos nossas autoridades a partir dos valores íntimos que adotamos.

Já de acordo com KARDEC (KARDEC, Obras Póstumas. 1995), “a nossa concepção de autoridade guarda relação com o momento cultural vivido pela Humanidade, em constante evolução. Assim, desenvolvendo-se a sociedade, transformam-se os parâmetros determinantes da autoridade dos indivíduos.”

No referido texto, o autor ainda evidencia : “em razão da diversidade das aptidões e dos caracteres inerentes à espécie humana, há por toda parte homens incapazes, que precisam ser dirigidos, homens fracos que reclamam proteção, paixões que exigem repressão.”

Autoridade ao longo da história, segundo Allan Kardec

A primeira aristocracia destacada por KARDEC, presente nas sociedades primitivas, é a dos patriarcas. Com o aumento populacional, surgiram as contendas entre comunidades. Daí surgiu a segunda aristocracia, a dos militares, da força bruta. Transmitindo a seus filhos a autoridade conseguida por meio da força, a dos militares deu origem à terceira aristocracia, a do nascimento. Aqueles que não tinham os privilégios de nascimento eram obrigados a trabalhar mais, por serem mais oprimidos. Estes, crescendo financeiramente, lutaram por acabar com os privilégios de nascimento e instituíram a quarta aristocracia, a do dinheiro. Os que enriqueceram deixaram como herança sua fortuna. Herdeiros ou pessoas comuns, para manter a fortuna ou conquistá-la, passaram a necessitar de instrução: essa a quinta aristocracia, a da inteligência. Assim sendo, questiona Kardec:

Será a última? Será a mais alta expressão da Humanidade civilizada? Não. A inteligência nem sempre constitui penhor de moralidade e o homem mais inteligente pode fazer péssimo uso de suas faculdades. Doutro lado, a moralidade, isolada, pode, muita vez, ser incapaz.

Mas é o proprio Codificador que responde:

Como vimos, todas as aristocracias tiveram sua razão de ser; nasceram do estado da Humanidade; (...). Todas preencheram ou preencherão seu tempo, conforme os países, porque nenhuma teve por base o princípio moral; só este princípio pode constituir uma supremacia durável, porque terá a animá-la sentimentos de justiça e caridade. A essa aristocracia chamaremos: aristocracia intelecto-moral.

Autoridade no livro Renúncia

a) Cirilo e Tio Jaques

Acreditamos que Emmanuel, na obra Renúncia não tenha enfatizado a autoridade somente no seu aspecto de poder instituído. Não são mencionados presidentes, reis, papas ou outros personagens de destaque na política do mundo. Emmanuel aborda a autoridade utilizando os personagens da obra, pessoas comuns. Ele nos mostra que o tema relaciona-se com a intimidade de qualquer espírito encarnado ou não e que a só inteligência não alcança a autoridade real.

Contextualizando:

Cirilo era um jovem irlandês, professor em Paris, que se apaixonou por Madalena Vilamil, jovem espanhola, também residente em Paris. Cirilo aproximou-se da amada alimentando sonhos de matrimônio. Indeciso, não sabia se comunicava aos pais sobre seu casamento antes ou depois de concretizá-lo. Decide, então, conversar com seu tio Jaques, residente em Blois, pequena cidade próxima a Paris, a fim de aconselhar-se.

No diálogo, Jaques sugere o casamento a Cirilo sem prévia comunicação com seus pais (XAVIER: 2006,25): “Não estou fazendo apologia da desobediência ou da anarquia familiar, (...). Em nossa ilha costuma-se colocar o interesse acima das inclinações naturais.”

E diante de hesitações de cunho material de Cirilo, Jaques lembra sua história com a falecida esposa Felícia. O casal de tios vivia na Irlanda, mas a vultosa herança de Felícia os compeliu a transferirem-se para a França (XAVIER: 2006,25):

“Na Irlanda possuíamos um ninho; na França encontramos uma casa. No ninho, vivíamos de amor e paz; na casa, a existência obedeceu às imposições dos cuidados numerosos pelas muitas convenções sociais. Não quero dizer com isso que as casas sejam organizações dispensáveis, e sim que devem ser ninhos simples e acolhedores, onde cada membro da família experimente a tranqüilidade devida.” (grifo nosso)

Demonstrando compreensão em relação às escolhas da esposa, Jaques completa (XAVIER:2002,25) “Mas, que fazer? Minha inolvidável companheira acreditou mais na sociedade humana que nas leis simples da vida, e a sua ansiedade segregou as pequenas [filhas] do nosso antigo ideal.” (grifo nosso).

Observe como Jaques se referia à sua esposa com expressões de imenso carinho, apesar do posicionamento de vida completamente diferente escolhido do seu. Em suma, a postura de Jaques encerra o que destaca no seguinte texto de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.10. 1997) : “[A indulgência] Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras, apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. (...) a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.” (grifo nosso)

No relacionamento de Jaques e Cirilo, pecebemos que o velho Jaques tinha um posicionamento de vida muito mais voltado para os anseios legítimos do coração do que para quaisquer outros interesses, sociais ou financeiros. Ele punha o foco de suas preocupações nos valores da afinidade pura entre Cirilo e Madalena Essa postura de respeito e compreensão do tio, deixava o jovem Davenport cheio de esperança e consolação em suas muitas hesitações. Referida atitude tende muito mais para a aristocracia intelecto-moral, não havendo imposição de opinião e nem exigências sociais.

b) Cirilo e Abraão Gordon

Outras concepções de autoridade continuam, entretanto, entranhadas na cultura milenária de nosso planeta e, por isso mesmo, arraigadas na maioria de nós. Segundo esse princípio, temos freqüentemente nos relacionado com o próximo baseando-nos em valores outros que não os espirituais. Os interesses do patriarca, da força bruta, do nascimento, do dinheiro, da inteligência, têm sido mais considerados que as inclinações legítimas do coração, como Emmanuel menciona na questão 120, de O Consolador:

porque nesse desequilíbrio do sentimento e da razão é que repousa atualmente a dolorosa realidade do mundo. O grande erro das criaturas humanas foi entronizar apenas a inteligência, olvidando os valores legítimos do coração nos caminhos da vida.

Por isso, Jesus, quando questionado pelos fariseus sobre as cartas de divórcio endossadas por Moisés, respondeu: Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres, mas no começo, não foi assim.(...) (MT, cap. XIX, ).

Kardec nos explica essa passagem, comentando (nota de rodapé) que na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam tomados pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a Lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, no sentido de afinidade real, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio, ou seja, ao divórcio.

Só que, como exposto por Kardec (KARDEC, O Evangelho Segundo o espiritismo, cap. XXII.) , nas condições ordinárias do casamento hoje, a lei de amor não é levada em consideração e o que se cogita, muitas vezes, não é a satisfação do coração, e sim a do orgulho, da vaidade, numa palavra, como ele diz, interesses materiais.

O relacionamento de Cirilo Davenport com Abraão Gordon, amigo da família, retrata a autoridade pautada pelo rigor dos deveres sociais, vinculado às questões puramente materiais.

Após ter se casado com Madalena, Cirilo foi convocado a comparecer à Irlanda do Norte. Sua família era vítima de perseguições religiosas e havia perdido muito de suas enormes propriedades. Por causa dessas dificuldades materiais, todos tinham planos de se transferir para a América do Norte, em processo de colonização. Assim, contavam com a presença de Cirilo, para as muitas e pesadas tarefas da viagem e da ocupação. É dentro desse cenário, que Gordon desfila argumentos para convencer Cirilo a aderir ao projeto: razões religiosas, filosóficas e outras aparentavam justeza de raciocínio e noções superiores de vida (XAVIER. 2006: 94)

Contamos contigo, Cirilo — afirmava o velho irlandês bondosamente — e nem poderia ser de outro modo. Samuel e Constância esperam o teu amparo imprescindível (...).Não há mais tempo para hesitações - obtemperou o velho Gordon, depois de bater com o cachimbo na mesa, num gesto muito seu —; a questão não é de possibilidade, é de imperiosa necessidade. Entre pais e filhos não há consultas, há compromissos.

Por mais corretos e louváveis que fossem os conceitos e razões levantados por Gordon, Cirilo resistia, lembrando-se das questões sentimentais (XAVIER: 2006:96)“O rapaz corou em face da observação direta que lhe era dirigida, e ocultando suas recônditas, preocupações sentimentais, receando ser tido à conta de covarde, considerou...” (grifos nossos).

Após longa argumentação do velho amigo, Cirilo cede á convocação. Observemos a reação de sua família (XAVIER: 2006:96):

“Vendo-o passar a mão pela fronte, os presentes entreolharam-se satisfeitos. A rendição de Cirilo, com respeito ao assunto, causava-lhes enorme prazer. (...) a autoridade patriarcal de Gordon era sempre sagrada aos olhos de todos.”(grifo nosso)

Nessa relação, as decisões são impostas, sem PRIORIZAR os valores do coração. Os deveres sociais, revestidos de obrigações justas e até religiosamente justificadas são mais importantes que os idealismos da alma, anseios espirituais.

Em face das novas resoluções, Cirilo busca mais uma vez o aconselhamento do tio Jaques. O velhinho de Blois reparou a diferença de personalidade do jovem(XAVIER. 2006:99):  

“Concordava com a ida do sobrinho para o novo continente, (...); mas não podia aplaudir-lhe a atitude centralizando todos os interesses em problemas de absoluta feição material.” (grifo nosso).

Jaques, então, questiona Cirilo acerca dos trabalhos da Sorbona e de Madalena. O rapaz oferece resposta peremptórias. Observemos a reação de tio Jaques (XAVIER. 2006:100):

Em vista da resposta formal, o velho educador compreendeu, hábil psicólogo, que era inútil tentar demover o rapaz das decisões tomadas; todavia, como advertência velada, limitou-se a dizer: - Nunca me separei de Felícia senão quando o poder de Deus nos fez curvar diante da morte. Cirilo, porém, dominado pela visão dos interesses imediatos, não pôde perceber a sutiliza do aviso (...).(grifo nosso)

Percebemos, assim, o quanto a autoridade exercida por Gordon sobre Cirilo está vinculada muito mais ao poder patriarcal que ao amor, fruto do respeito. Para Gordon, os sentimentos parecem ser menos importantes que a autoridade, que as conjunções sociais, que as aquisições e conquistas materiais. Cirilo, permanecendo na Europa, não estaria descumprindo deveres reais junto a seus pais, não deixaria de amá-los. Deixaria, sim, de contribuir para o sucesso material. Partindo com eles, de outra forma, cumpriu deveres sociais, favoreceu aquisições financeiras para os pais, mas desatendeu aos chamados justos de seu coração. Distanciando-se de Madalena, estava aberta a brecha para a intervenção criminosa de Susana, que tramou a separação do casal por toda a vida. Daí principiou a série de tragédias e dramas que recheiam a obra Renúncia.

Conclusão

Fundamental, pois, que reflitamos acerca dessas questões, para que não coloquemos o poder, as articulações sociais, os ganhos materiais como valores maiores que os sentimentos, que os valores espirituais, evitando, assim, mágoas, rancores e tristezas, que, não raras vezes, decorrem do não cumprimento daquilo que o mais íntimo de nossas almas nos pede como sendo os deveres reais do coração.

Nesse sentido, muito importante o seguinte trecho contido no Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 17, item 7:

Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.

Dessas palavras, inferimos também que se não há busca dos deveres íntimos do coração, e sim daqueles que, em nome de interesses outros, aparentam maior importância, freqüentemente nos posicionaremos perante os outros de maneira a ferir-lhes a felicidade e a tranqüilidade através de imposições e exigências contrárias às inclinações naturais do próximo, comportamento não condizente com aquele que nos sugerem os espíritos superiores.

A história desse livro está muito ligada com a busca de Deus, de Jesus...Mas, infelizmente, a maioria de nós ainda não assumiu essa postura de verticalização, de espiritualização verdadeira. Os nossos aguilhões, que são os nossos deveres íntimos, ainda nos incomodam...Tendemos a fugir de entregas reais no campo afetivo e caminhamos mais no campo das paixões, da satisfação do ego. E até mesmo quando envolvidos com a religião, muitas vezes o nosso anseio por destaque, poder, autoridade humana, ainda prevalece, segundo nos advertem os espíritos.

No livro "O Consolador", Emmanuel destaca na pergunta 361, que

“Os espiritistas cristãos devem pensar muito na iluminação de si mesmos, antes de qualquer prurido no intuito de convencer os outros (...)”

E sobre a conversão dos homens de destaque no mundo, ele completa:

(...) há no mundo um conceito soberano de força para todas as criaturas, que se encontram no embates espirituais para obtenção dos títulos de progresso. Essa “força” viverá entre os homens até que as almas humanas se compenetrem da necessidade do reino de Jesus em seu coração, trabalhando por sua realização plena.

Com tais considerações, entendemos a colocação de Emmanuel, “quando afirma que O que Jaques conseguia dele [Cirilo] por efeito de amor, Abraão igualmente obtinha por força de autoridade moral”.

Ressalvamos que a expressão “força de autoridade moral” não foi tomada, acreditamos, no sentido positivo comumente considerado, como em: “tal pessoa tem moral!”. Pela oposição feita entre “efeito de amor” e “força de autoridade moral” percebemos a distinção entre o relacionamento de Cirilo-Abraão e o de Cirilo-Jaques: “força de autoridade moral” parece remeter a uma moral ainda muito vinculada a circunstâncias humanas, enquanto “efeito de amor” sugere uma relação de maior respeito e afinidade.

Mas pode-se perguntar: Se Carlos queria ser padre antes de reencarnar e, por meio da força moral de sua mãe, que o obrigou a vestir a batina, ele de fato o foi, não teríamos então necessariamente que obedecer ao jugo pesado?

Acreditamos que toda vez que nossos corações estão afeitos ao jugo forte, vinculam-nos automaticamente aos ditames simples da lei de causa e efeito, e esta, nesse caso, é realmente necessária ao nosso progresso ainda distante do amor. Mas sempre que nos utilizamos dessa lei para nós e para o próximo nos comprometemos ainda mais com esse jugo forte. E como diz Chico Xavier, quando nós queremos o jugo forte, geralmente resgatamos as nossas atitudes infelizes com problemas ainda mais sérios.

Não é fácil sair do jugo forte, mas cremos que se Carlos se decidisse pela busca da humildade, do amor acima de tudo, poderia modificar seu destino. Francisco de Assis com seu pai é um exemplo clássico de capacidade cristã embasando a desobediência ao jugo forte.

Não nos iludamos, no entanto, porque muitos de nós ainda não temos a humildade e as virtudes necessárias para fugir a determinadas contingências sem danos maiores.

Para apreendermos o que Emmanuel quis destacar em todos esses trechos, não devemos encarar o enredo de "Renúncia" como mais uma obra mediúnica a relatar histórias não-verídicas. Acreditamos seja essa a história de todos nós sendo colocada diante de nossos olhos, retratando as nossas próprias dificuldades.

Trata-se de misericórdia divina, mais um chamado para que nos afinizemos com o Cristo, para que Ele tenha mais autoridade em nossas vidas do que outras coisas, para que o Reino de Jesus seja deste mundo!

Emmanuel, no livro "Vinha de Luz", lição18, nos lembra que:

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração. Antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista;

E ele continua:

a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.

Sabemos que exemplos práticos são relativos, mas quando negligenciamos afinidades em função de deveres supostamente maiores, acreditamos, estamos assumindo em nossas almas os valores das aristocracias do patriarca, da força, do nascimento, do dinheiro, da inteligência.

Entretanto, quando buscamos nos conhecer, sondar nossos sentimentos, descobrir nossas reais intenções, nossos reais anseios de espíritos eternos, estaremos pautando nossas vidas pelas certezas incontestes do coração que, ligado a Deus, é guia seguro por todos os caminhos da vida. Essa é a verdadeira autoridade, a da inteligência associada ao amor. Com ela, saberemos respeitar as escolhas de nossos semelhantes, não teremos interesses a defender que nos impeçam de viver fraternalmente entre todos. Saberemos, então, cumprir aquelas palavras de nosso Amado Mestre Jesus:

“Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.” (Jo, 13:35)